Foz tem apenas 09 vagas para sepultamentos e crise nos cemitérios segue sem solução
Do total disponível, quatro são para adultos e cinco infantis até um ano de idade.
A crise de vagas nos cemitérios de Foz do Iguaçu segue sem solução e mantém em alerta o atendimento às famílias que precisam sepultar seus familiares. Até o final do mês de outubro, o levantamento aponta a existência de apenas 09 vagas gratuitas disponíveis, das quais quatro são destinadas a adultos e cinco infantis até um ano de idade.
A situação é especialmente delicada para as famílias que dependem do serviço funerário gratuito. Todas estão concentradas no Cemitério Três Lagoas. Já o Cemitério Parque Nacional não dispõe, neste momento, de espaços gratuitos para novos sepultamentos.
O número reduzido de vagas evidencia a fragilidade da estrutura funerária do município e o risco de comprometimento da continuidade dos sepultamentos caso novos espaços não sejam liberados a tempo.
Proposta
A Camis, empresa responsável pela administração dos cemitérios, apresentou uma proposta para investir na abertura de novos espaços para sepultamentos, tendo como contrapartida a renovação do contrato de concessão. Segundo as informações repassadas, porém, a Prefeitura de Foz do Iguaçu não respondeu à proposta.
A iniciativa poderia representar uma alternativa para ampliar a capacidade de atendimento dos cemitérios, mas, sem uma definição do Município, a abertura de novos espaços permanece sem encaminhamento confirmado.
Exumações
A expectativa de ampliação imediata do número de vagas gratuitas para adultos depende de exumações previstas até o final de outubro. Quatro jazigos poderão ser liberados, o que elevaria de quatro para até oito o número de espaços disponíveis nessa modalidade.
A liberação, no entanto, não é garantida. O procedimento depende das condições de decomposição dos corpos e da possibilidade de realização das exumações, além da preparação dos jazigos para receber novos sepultamentos.
Um episódio recente demonstra a incerteza desse processo. Em 19 de outubro, uma tentativa de exumação não resultou na liberação do espaço, em razão do estado de conservação do corpo.
Além disso, a regularização de pagamentos pelas famílias nos jazigos de outras quadras reduz a possibilidade de recuperação de espaços por inadimplência. O simples cumprimento do prazo de três anos também não garante que um jazigo esteja disponível para novo sepultamento.
A Câmara Municipal também entrou no assunto em busca de uma solução entre as partes. Com o quadro de sepultamentos gratuitos em colapso, uma audiência pública, de autoria do vereador Maninho, vai ser realizada no dia 10 de novembro.
A situação exige medidas capazes de ampliar a capacidade dos cemitérios e assegurar a continuidade dos sepultamentos, sobretudo para as famílias que não têm condições de arcar com os custos de um jazigo particular.



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